Eu carrego a tragédia de ser um homem
só, andando pela cidade nua do sol.
Eu carrego as perguntas pra perguntar
a mim mesmo, o que fazer se já não há
tempo bom que faça passar a tempestade
de areia sobre o olhar imobilizado
das garotas da esquina da rua 23.
Os guardas parados olhando de lado
e os ajudantes recolhendo os camelôs
preço assecível, mercadoria de ponta
clonada e transportada através das classes
sociais, as cadeiras balançam e os velhos
transitam ao redor de outros sentados
em volta de uma mesa circular estão
sem ouvidos e sem dentes pra poder
sonhar já não esperam mais sonhar mais
que alguém para se refletir o sorriso falso
debaixo do bigode esbranquiçado como
o céu e o tempo que traz sua tragédia
Shakespeariana rotina de vinganças e
degradação sombria compondo as centenas
de perguntas que carrego para fazer a mim mesmo.
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terça-feira, 7 de julho de 2009
DEVIL
Um diabo está na sombra
esperando por você.
Maldito espectro
promessa de futuro.
Ilusão de passado
infância perdida
infâmia adquirida.
Um diabo está na sombra
esperando por você.
Arrumando a gravata
esvaziando a garrafa
de Vodka gelada
na frente da TV.
Um diabo está na sombra
esperando por você agora.
"Ser ou não ser"
correr ou parar
viver ou morrer
pedir ou doar.
Decida-se
pois O Diabo está na sombra
agora, esperando por você.
esperando por você.
Maldito espectro
promessa de futuro.
Ilusão de passado
infância perdida
infâmia adquirida.
Um diabo está na sombra
esperando por você.
Arrumando a gravata
esvaziando a garrafa
de Vodka gelada
na frente da TV.
Um diabo está na sombra
esperando por você agora.
"Ser ou não ser"
correr ou parar
viver ou morrer
pedir ou doar.
Decida-se
pois O Diabo está na sombra
agora, esperando por você.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
AGRACIADA
Ela é
sexy moderna descolada
desabroxando
explosão atômica.
Descompondo
todas as moléculas
da minha sensatez
ela é.
A descoberta da poesia
em movimento
no gingado-redemoinho
passando ela.
Por entre as palmas
boquiabertas
desperta ela
os instintos.
Recondido N'ela
vejo as estrelas
rodopiando num céu
de lâmpadas.
Ela
é moderno amor
Amar amanhã.
sexy moderna descolada
desabroxando
explosão atômica.
Descompondo
todas as moléculas
da minha sensatez
ela é.
A descoberta da poesia
em movimento
no gingado-redemoinho
passando ela.
Por entre as palmas
boquiabertas
desperta ela
os instintos.
Recondido N'ela
vejo as estrelas
rodopiando num céu
de lâmpadas.
Ela
é moderno amor
Amar amanhã.
POENTE
Depois do azul anil do céu profundo
onde se encerram as estradas distantes
por entre os canaviais;
encontra-se o fim do arco íris
terra das fadas e duendes,
o pote de ouro e suas delícias poéticas
com um sorriso discreto e pequeno
como se não querer sorrir por vergonha
justificasse ocultar a perfeita beleza.
Onde o sol se poe se poe a nascer
eternizando no verso de natureza profunda
a moreninha dos olhos puxados
senhora dos corações alheios
e do ciúmes que destoa em chamas silentes.
Depois do azul celeste por entre
as estradas distantes dos canaviais
vive o Sol que se poe e renasce
com seu sorriso pequeno e discreto.
onde se encerram as estradas distantes
por entre os canaviais;
encontra-se o fim do arco íris
terra das fadas e duendes,
o pote de ouro e suas delícias poéticas
com um sorriso discreto e pequeno
como se não querer sorrir por vergonha
justificasse ocultar a perfeita beleza.
Onde o sol se poe se poe a nascer
eternizando no verso de natureza profunda
a moreninha dos olhos puxados
senhora dos corações alheios
e do ciúmes que destoa em chamas silentes.
Depois do azul celeste por entre
as estradas distantes dos canaviais
vive o Sol que se poe e renasce
com seu sorriso pequeno e discreto.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Romance
Garota o que há
No profundo de teus olhos azuis
São as mentiras de ontem
Ou as verdades de hoje?
Garota o que há
Em teu coração vermelho
São as lembranças em preto e branco
Ou o dragão das nossas contendas?
Aqui já não sei se há
O Que além do vazio.
O que houve com nossos quadros
São espaços no vão da alma?
Se não há calma o que há?
Menina o que há
No profundo de teus olhos cinza
O sonho de ontem
Ou o terror de hoje?
Menina o que há em teus olhos sem cor?
No profundo de teus olhos azuis
São as mentiras de ontem
Ou as verdades de hoje?
Garota o que há
Em teu coração vermelho
São as lembranças em preto e branco
Ou o dragão das nossas contendas?
Aqui já não sei se há
O Que além do vazio.
O que houve com nossos quadros
São espaços no vão da alma?
Se não há calma o que há?
Menina o que há
No profundo de teus olhos cinza
O sonho de ontem
Ou o terror de hoje?
Menina o que há em teus olhos sem cor?
domingo, 21 de junho de 2009
confissão
As vezes, sinto-me tão vazio. Observo a paisagem torta atrvés das janelas dos ônibus principalmente a noite. A poesia parece ter me abandonado - quando não é a vontade de não escrever mais poesia. Nesse momento todas as coisas começm a desmoronar em volta.
Uma tristeza inexplicável mareja os olhos. Esse deve ser o carma de todo homem de cidade! Tenho uma saldade do campo, de uma vida simples. Por esses dias, assisti a um filme "foi apenas um sonho", ele me mostrou o quanto podemos nos perder e nos tornar egoítas e covardes e estar-permanecer em um lugar no qual os sonhos foram perdidos, um grande mergulho na mediocridade e na rotina de "reencarnação" do terror. Na frente da televisão a vida se perde; é a ilusão que mata os sonhos. A vida continua, como uma vela a apagar-se lentamente, enquanto nos habituamos pouco a pouco com a escuridão. Estamos presos ao "emprego-desemprego", ao "státus" de homens e mulheres simples e de família, ao ir e vir nos mesmos horários e a reclamar das mesmas coisas e do mesmo congestionamento. É só.
Uma tristeza inexplicável mareja os olhos. Esse deve ser o carma de todo homem de cidade! Tenho uma saldade do campo, de uma vida simples. Por esses dias, assisti a um filme "foi apenas um sonho", ele me mostrou o quanto podemos nos perder e nos tornar egoítas e covardes e estar-permanecer em um lugar no qual os sonhos foram perdidos, um grande mergulho na mediocridade e na rotina de "reencarnação" do terror. Na frente da televisão a vida se perde; é a ilusão que mata os sonhos. A vida continua, como uma vela a apagar-se lentamente, enquanto nos habituamos pouco a pouco com a escuridão. Estamos presos ao "emprego-desemprego", ao "státus" de homens e mulheres simples e de família, ao ir e vir nos mesmos horários e a reclamar das mesmas coisas e do mesmo congestionamento. É só.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Modernidade
Os profetas modernos
Perderam a qualidade da alma
e aumentaram
A protuberância do ventre.
Os profetas modernos
Não se alimentam mais
de gafanhotos e mel silvestre.
Os profetas modernos,
degustam picanha e coca-cola
E aparecem na televisão.
Os profetas modernos
Não tem Alma nem Coração.
01/11/2008
Perderam a qualidade da alma
e aumentaram
A protuberância do ventre.
Os profetas modernos
Não se alimentam mais
de gafanhotos e mel silvestre.
Os profetas modernos,
degustam picanha e coca-cola
E aparecem na televisão.
Os profetas modernos
Não tem Alma nem Coração.
01/11/2008
Era uma vez
Fui menino entre mangueiras e umbuzeiros
A observar um céu de migalhas translúcidas
Um futuro de grandezas aladas sobre o ar.
Correr livre pelo descampado agreste
Agitando a bandeira simples da felicidade,
Sob o disco eterno de bronze, essência;
De uma existência plena. Um céu terreno.
Hoje homem entre as montanhas cinzentas
Num mundo de temperatura oscilante
Entre um céu e inferno além da ficção
Caminho entre os ferozes falcões os chacais.
Choco-me com a realidade transpassada e fria,
Um deserto luminoso dançando noturno pergunta:
Onde estão os bambuzais a farfalhar ao vento
O orquestrar dos pássaros sem regimento?
Sou menino, hoje bardo ofuscado e descabido
Em meio ao trovejar dos motores, semáforos
Procurando a poesia por entre torres de vidro
Rodeado por cercas esquizofrênicas e creches.
Os manicômios são pousadas de raros pássaros
As casas de repouso multiplicam-se ao quádruplo;
Restam as contas, bolsas, horários. Funda-se,
Finda-se o afago, o afã, o passado é passado.
Fui menino, sou vago, sem do vento o meigo afago.
Fui menino entre mangueiras e umbuzeiros
A observar um céu de migalhas translúcidas
Um futuro de grandezas aladas sobre o ar.
Correr livre pelo descampado agreste
Agitando a bandeira simples da felicidade,
Sob o disco eterno de bronze, essência;
De uma existência plena. Um céu terreno.
Hoje homem entre as montanhas cinzentas
Num mundo de temperatura oscilante
Entre um céu e inferno além da ficção
Caminho entre os ferozes falcões os chacais.
Choco-me com a realidade transpassada e fria,
Um deserto luminoso dançando noturno pergunta:
Onde estão os bambuzais a farfalhar ao vento
O orquestrar dos pássaros sem regimento?
Sou menino, hoje bardo ofuscado e descabido
Em meio ao trovejar dos motores, semáforos
Procurando a poesia por entre torres de vidro
Rodeado por cercas esquizofrênicas e creches.
Os manicômios são pousadas de raros pássaros
As casas de repouso multiplicam-se ao quádruplo;
Restam as contas, bolsas, horários. Funda-se,
Finda-se o afago, o afã, o passado é passado.
Fui menino, sou vago, sem do vento o meigo afago.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Olhos de noite 2
Por que tivestes medo dos meus olhos?
Porque todas as vezes que te vejo, vejo-te nua,
não importando de que armadura;
com o bronze ou se de estrelas te cubras?
Mas o meu, agora esquecendo, pelo teu pergunta:
O que há nesse vazio que preenche teus olhos
será a pura ausência dos meus?
Diga-me!O que há neles além do medo da tua nudez revelada?
Não! Não é ausência de alma;
é a profundidade de um afogamento no lago profundo,
cujo límpido azul se converte em cinza e negro.
Seria então a vergonha do meu penetrar-te,
através da carne fria e da alma aquecida?
Se te envergonhas, não percebes que me humilho ante a tua vergonha,
e que também me desnudo com a tua nudez,
e que me cego ante teus profundos olhos?
Ser já não importa, ter parece-te impossivel.
O que queres além dos transpassados augurios dessa alma escassa?
Responda-me! Antes que finde a noite,
e seja imediato, o eterno dia.Imediato...Eterno...Dia!
Porque todas as vezes que te vejo, vejo-te nua,
não importando de que armadura;
com o bronze ou se de estrelas te cubras?
Mas o meu, agora esquecendo, pelo teu pergunta:
O que há nesse vazio que preenche teus olhos
será a pura ausência dos meus?
Diga-me!O que há neles além do medo da tua nudez revelada?
Não! Não é ausência de alma;
é a profundidade de um afogamento no lago profundo,
cujo límpido azul se converte em cinza e negro.
Seria então a vergonha do meu penetrar-te,
através da carne fria e da alma aquecida?
Se te envergonhas, não percebes que me humilho ante a tua vergonha,
e que também me desnudo com a tua nudez,
e que me cego ante teus profundos olhos?
Ser já não importa, ter parece-te impossivel.
O que queres além dos transpassados augurios dessa alma escassa?
Responda-me! Antes que finde a noite,
e seja imediato, o eterno dia.Imediato...Eterno...Dia!
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Machado's
Machado
tua alma de letras
Palavras do dicionário
sinônimos, silêncios
retóricos.
Tornastes
permaneces
um mestre,
um eterno;
de prosa, poesia
do conto,
um senhor.
Mestre deste universo;
no telescópio do mundo,
constelação de um homem só,
tantos, És:
Patrono das letras nacionais.
Machado
de Assis;
das laranjeiras,
dos vestibulares
colegiais;
das bibliotecas,
Machado das teses,
antíteses;
Machado das glórias
esculpidas no cunho vernáculo;
tabernáculo,
templo da criação.
Machado, sim;
Machado do livros,
Machado de Assis
tua alma de letras
Palavras do dicionário
sinônimos, silêncios
retóricos.
Tornastes
permaneces
um mestre,
um eterno;
de prosa, poesia
do conto,
um senhor.
Mestre deste universo;
no telescópio do mundo,
constelação de um homem só,
tantos, És:
Patrono das letras nacionais.
Machado
de Assis;
das laranjeiras,
dos vestibulares
colegiais;
das bibliotecas,
Machado das teses,
antíteses;
Machado das glórias
esculpidas no cunho vernáculo;
tabernáculo,
templo da criação.
Machado, sim;
Machado do livros,
Machado de Assis
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Bruna
Teu nome rima com bruma
mas você não se dispersa
Não disfarça nem se nega o que É.
Você, primeiro rosto sorridente,
Na multidão de estranhos,
Eternizada !
Se a simpatia tivesse que ter outro nome
Já o teria, por você se chamaria
Como há quem se nomeie bondade.
Você já foi uma flor,
De beleza alva e pura no meio do cinza.
Os espinhos te feriram,
Mas você não sangra, És um anjo;
Não dormitas, És um sonho.
Também te chamo perfeição.
O chão coberto de flores,
Pétalas de diversas cores,
Verdes árvores do encantado bosque.
Há quem discurse, quem chore
Que beije tuas mãos ou te ofereça palavras;
Há quem te admire torpor e silêncio,
Temendo tua beleza agressiva;
Tua doçura antes nunca oferecida,
No singular sorriso de teu rosto de menina.
Teu nome que não se dispersa,
Rima com bruma, eterna,
Singéla e lívia florzinha.
mas você não se dispersa
Não disfarça nem se nega o que É.
Você, primeiro rosto sorridente,
Na multidão de estranhos,
Eternizada !
Se a simpatia tivesse que ter outro nome
Já o teria, por você se chamaria
Como há quem se nomeie bondade.
Você já foi uma flor,
De beleza alva e pura no meio do cinza.
Os espinhos te feriram,
Mas você não sangra, És um anjo;
Não dormitas, És um sonho.
Também te chamo perfeição.
O chão coberto de flores,
Pétalas de diversas cores,
Verdes árvores do encantado bosque.
Há quem discurse, quem chore
Que beije tuas mãos ou te ofereça palavras;
Há quem te admire torpor e silêncio,
Temendo tua beleza agressiva;
Tua doçura antes nunca oferecida,
No singular sorriso de teu rosto de menina.
Teu nome que não se dispersa,
Rima com bruma, eterna,
Singéla e lívia florzinha.
E.
Tua insinuação me perde todos os dias
Terças, Quartas, Sábados e Domingos.
Estou envergonhado diante de Deus
E meus olhos desligados do seu altar.
Sou um pecador com minhas penitências;
Não procuro mais a santidade.
Teus olhos me devoram por onde ando;
Onde estou agora que abro os olhos ?
Passeando por teu corpo, por teu sorriso perfeito,
E por teus pés de santa virgem.
Estou aos teus pés, enciumado e profano;
Em teus lábios, ah, que brilho !
Devem ser doces, daqui os sinto.
Teu cheiro, teus seios tão inocentes,
Não para mim que os cobiço assim;
Noite e dia, noites e noites voam,
Eu, andarilho por minhas purgações
Já não tenho pena de mim mesmo,
Já não ligo se ainda possuo alma,
Desejo apenas o céu dos teus amores.
Terças, Quartas, Sábados e Domingos.
Estou envergonhado diante de Deus
E meus olhos desligados do seu altar.
Sou um pecador com minhas penitências;
Não procuro mais a santidade.
Teus olhos me devoram por onde ando;
Onde estou agora que abro os olhos ?
Passeando por teu corpo, por teu sorriso perfeito,
E por teus pés de santa virgem.
Estou aos teus pés, enciumado e profano;
Em teus lábios, ah, que brilho !
Devem ser doces, daqui os sinto.
Teu cheiro, teus seios tão inocentes,
Não para mim que os cobiço assim;
Noite e dia, noites e noites voam,
Eu, andarilho por minhas purgações
Já não tenho pena de mim mesmo,
Já não ligo se ainda possuo alma,
Desejo apenas o céu dos teus amores.
Sheila
Pequena rosa-flor de fino trato
Prendeu-me teu belo silêncio;
Os olhos tímidos em rosto rosado.
Sempre tiveste uma beleza eloquênte
No teu rosto de menina.
Criança para o mundo inteiro
Pequena criança minha.
Teus cachos cheios e ruívos
Sempre serão as curvas do meu suspiro
Seio contínuo que me ampara
Eu que sempre estive perdido.
Por ti construí pontes nas nuvens
Uma dezena de versos largos
E de desejos contraídos.
Idos os dias você seria
O amor de minha toda vida
Minhas lágrimas bem contidas
E o meu sangue, rosa, que corria.
Prendeu-me teu belo silêncio;
Os olhos tímidos em rosto rosado.
Sempre tiveste uma beleza eloquênte
No teu rosto de menina.
Criança para o mundo inteiro
Pequena criança minha.
Teus cachos cheios e ruívos
Sempre serão as curvas do meu suspiro
Seio contínuo que me ampara
Eu que sempre estive perdido.
Por ti construí pontes nas nuvens
Uma dezena de versos largos
E de desejos contraídos.
Idos os dias você seria
O amor de minha toda vida
Minhas lágrimas bem contidas
E o meu sangue, rosa, que corria.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Encontro
Vejo teus olhos orientais e tão próximos
Os lábios se comprimem contra a hóstia
E teu corpo esguio se dissolve na paisagem.
Vejo-te dançar por entre o esfumaçar dos cigarros
E na mobília composta de mais e mais livros.
Amo-te sem nunca ter te tocado.
Este é um amor, quiséra eu de corpo,
Mas simples e sôfregamente de alma;
Idolatro tua beleza supra-física,
Teus ombros de fina curvatura,
Os estreitos quadrís de uma menina.
Eu permaneço na porta, me observas ?
Muito mais, penetras essa minha alma já ida
Triste e feliz, infeliz, mais triste e mais feliz.
E teus olhos, o oriente próximo dos lábios:
Ah ! Beijar-te ! Passou e não posso possuir-te !
Os lábios se comprimem contra a hóstia
E teu corpo esguio se dissolve na paisagem.
Vejo-te dançar por entre o esfumaçar dos cigarros
E na mobília composta de mais e mais livros.
Amo-te sem nunca ter te tocado.
Este é um amor, quiséra eu de corpo,
Mas simples e sôfregamente de alma;
Idolatro tua beleza supra-física,
Teus ombros de fina curvatura,
Os estreitos quadrís de uma menina.
Eu permaneço na porta, me observas ?
Muito mais, penetras essa minha alma já ida
Triste e feliz, infeliz, mais triste e mais feliz.
E teus olhos, o oriente próximo dos lábios:
Ah ! Beijar-te ! Passou e não posso possuir-te !
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Que complexo é viver
Que complexo é viver
Em sonhos luminosos
Negras decepções
Insondáveis tormentos
Tormentos mutuos
Entre eu e meus amores.
Corridos como a velocidade
Dos nossos móveis-autos
Nossos retratos digitais
Nosso mal eletrônico
Um diabo com botões.
Desespero quase perdido
Pelo desperdício de luzes
Coisas de amanhã por hoje.
Em sonhos luminosos
Negras decepções
Insondáveis tormentos
Tormentos mutuos
Entre eu e meus amores.
Corridos como a velocidade
Dos nossos móveis-autos
Nossos retratos digitais
Nosso mal eletrônico
Um diabo com botões.
Desespero quase perdido
Pelo desperdício de luzes
Coisas de amanhã por hoje.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
perfume do amanhecer
(para Bruna com carinho)
Era uma vez, numa terra de luzes e brisas.
Os habitantes de azul se moviam entre o cinza feroz das máquinas e um céu branco de tinta com suas luzes artificiais.
Alguns se fadigavam da rotina, outros pareciam nem ter vida.
Num lugar povoado de sombras, nos confins dessa terra distante, havia uma florzinha.
Era cheirosa, alva e tão docinha.
Lá no recanto das sombras, havia muitas outras flores, árvores e cores; mas as vezes a florzinha branca se sentia tão sozinha.
Todas as manhãs, um pequeno pássaro, zunindo suas azinhas, tocava docemente sua música: bom dia bela florzinha!
A florzinha sempre sorria e seu sorriso a tornava ainda mais bela.
Mas as vezes, por detrás daquele sorriso, o beija-flor via a tristeza.
Certa manhã, por seus voos matutinos, o beija-flor não viu seu sorriso e perguntou:
_Singela florzinha, porque você está tão triste?
A florzinha, de lágrimas lavada, disse ao beija-flor:
_Beija-flor, eu me sinto tão sozinha - exclamou.
_Não se sinta assim florzinha - continuou o beija-flor -, entre todas as belezas desse bosque, você é meu único amor.
_Por isso você diz coisas, alegres e divertidas; sábias e descabidas - perguntou então a florzinha.
_Sim meiga e pura florzinha - prosseguiu o beija-flor - sem seu sorriso não existe vida; pois você é a vida das flores coloridas!
Era uma vez numa terra distinta, o Beija-flor e sua Florzinha.As mãos, os olhos, o cheiro da manhã; o sorriso de todos os dias.
"Se a florzinha murcha, morre também o beija-flor"
Era uma vez, numa terra de luzes e brisas.
Os habitantes de azul se moviam entre o cinza feroz das máquinas e um céu branco de tinta com suas luzes artificiais.
Alguns se fadigavam da rotina, outros pareciam nem ter vida.
Num lugar povoado de sombras, nos confins dessa terra distante, havia uma florzinha.
Era cheirosa, alva e tão docinha.
Lá no recanto das sombras, havia muitas outras flores, árvores e cores; mas as vezes a florzinha branca se sentia tão sozinha.
Todas as manhãs, um pequeno pássaro, zunindo suas azinhas, tocava docemente sua música: bom dia bela florzinha!
A florzinha sempre sorria e seu sorriso a tornava ainda mais bela.
Mas as vezes, por detrás daquele sorriso, o beija-flor via a tristeza.
Certa manhã, por seus voos matutinos, o beija-flor não viu seu sorriso e perguntou:
_Singela florzinha, porque você está tão triste?
A florzinha, de lágrimas lavada, disse ao beija-flor:
_Beija-flor, eu me sinto tão sozinha - exclamou.
_Não se sinta assim florzinha - continuou o beija-flor -, entre todas as belezas desse bosque, você é meu único amor.
_Por isso você diz coisas, alegres e divertidas; sábias e descabidas - perguntou então a florzinha.
_Sim meiga e pura florzinha - prosseguiu o beija-flor - sem seu sorriso não existe vida; pois você é a vida das flores coloridas!
Era uma vez numa terra distinta, o Beija-flor e sua Florzinha.As mãos, os olhos, o cheiro da manhã; o sorriso de todos os dias.
"Se a florzinha murcha, morre também o beija-flor"
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Um Cristo
Na parede a fotografia
Que contradizia meu saber
E sei que devia ser mais simples
Muito além do enigmático.
E...sei,
Que nem tudo é "verdade histórica"
Mas...poderia tudo ser mentira ?
As vestes suntuosas mostram
Ao mundo o que nunca foi
E estes olhos azuis,
De quem são ?
Que contradizia meu saber
E sei que devia ser mais simples
Muito além do enigmático.
E...sei,
Que nem tudo é "verdade histórica"
Mas...poderia tudo ser mentira ?
As vestes suntuosas mostram
Ao mundo o que nunca foi
E estes olhos azuis,
De quem são ?
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Questão proposta
O Sistema nos acusa de ceder à violência
Mas nós acusamos a violência do Sistema
E a paz dos nossos que se calam
É nossa maior e mais sofrida violência;
Mas aos nossos olhos utopistas, tudo seria
O céu azul de sempre sonhado
As noites amenas com música serena.
Era o que eu fazia,
Ouvia a música enquanto sonhava
Carregava as nuvens e o mundo
Como um Atlas sem fadiga
Com um simples contentamento
(uma simples alegria)
De ser o um deus entre as desgraças ou a dor
Que em demasia aflige aos mortais.
Não,Não, não aceitamos o mundo!
O Que seria da cultura
Se dor não houvesse
Ou a necessidade de super-ação
Mas nós acusamos a violência do Sistema
E a paz dos nossos que se calam
É nossa maior e mais sofrida violência;
Mas aos nossos olhos utopistas, tudo seria
O céu azul de sempre sonhado
As noites amenas com música serena.
Era o que eu fazia,
Ouvia a música enquanto sonhava
Carregava as nuvens e o mundo
Como um Atlas sem fadiga
Com um simples contentamento
(uma simples alegria)
De ser o um deus entre as desgraças ou a dor
Que em demasia aflige aos mortais.
Não,Não, não aceitamos o mundo!
O Que seria da cultura
Se dor não houvesse
Ou a necessidade de super-ação
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